O pouco que é muito.

Anteontem eu vivi uma experiência única! Algo simples, porém, deveras tocante.

João Paulo, um amigo das Equipes de Jovens de Nossa Senhora, me chamou para ir com ele até o Santuário da Penha, no Rio, onde o Padre Anderson (que acompanha a equipe dele) rezaria uma Missa na Capela dedicada a São Josemaria Escrivá, o fundador do Opus Dei.

Fomos então até o Seminário Arquidiociosano de Niterói para buscá-lo. Quando chegamos, ele havia acabado de chegar e estava vestido com o clergyman (aquela blusa – geralmente preta – com o colarinho branco) e calça preta.  Ao nos ver, disse que iria pegar a túnica e os paramentos para a Missa. Não foi surpresa quando na volta ele apareceu de batina!

Dirigimo-nos ao Santuário, debaixo de chuva e na companhia de um seminarista (de clergyman) que o acolitaria no Santo Sacrifício. A Missa estava marcada para às 15:30, mas devido a forte chuva, o responsável pediu para que ele esperasse um pouco, pois as senhoras disseram que iriam. Bom, só foi uma moça. E a Missa ocorreu com seis pessoas dentro da capela. Lindíssima, digna…

Resolvemos depois da celebração, subir até o Santuário (a capela fica na parte baixa), devido a chuva fomos de bondinho. Quando entramos, os turistas fizeram uma festa ao ver o Padre, vestido de padre. Já na igreja, entramos para rezar um pouco e fomos dar uma volta pelo varandão. Conversando do lado de fora do templo somos surpreendidos por uma turista que sai, e dirigindo-se ao Padre Anderson pede a bênção para o seu grupo de viajantes. Ele prontamente atendeu o pedido.

Deu uma bênção lindíssima, conduzida num momento dedicado a Santíssima Virgem. Ao final, todos, repito, todos os turistas fizeram questão de cumprimenta-lo. Foi uma cena muito bonita.

Algo tão simples, mas tão bonito. Eu que estou acostumado a ver padres à paisana fico imaginando como seria numa situação dessas. O padre, que não estaria vestido de padre, entra na igreja, reza um pouco e sai. E ninguém que ali estava presente ficou sabendo que ele era um Cristo no meio do povo. Não dá para termos noção do bem que aquela bênção dada pelo Padre Anderson fez àquelas pessoas, e a nós também.

Sem dúvidas uma tarde para guardar na memória.
O hábito não faz o monge, mas certamente indica a presença do Cristo.

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~ por Marcelo Rezende em 28/01/2009.

2 Respostas to “O pouco que é muito.”

  1. Pe Anderson emociona ate assim… de longe.
    Certamente e uma pessoa que vai para o ceu, e consigo levara muitas almas. Santo homem!

  2. é o padre da minha equipe, né?! da licença! rs.

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