Tornou-se real

Garuva

Garuva

A situação lá em Santa Catarina tá bem ruim. Eu fico aqui, vendo tudo de longe, achando que é uma outra realidade. O máximo que acontece pelas bandas de cá é a rua encher de tal forma que parece um rio, a entrada do prédio fica debaixo d’água, chegando até mesmo aqui no portão de trás.

Parei outro dia para ver o noticiário a respeito da situação dos catarinenses. Fiquei com o coração meio apertado em ver a quantidade de gente que perdeu praticamente tudo, mas meu coração apertou ainda mais quando falaram as cidades mais afetadas pelas chuvas. Entre elas estava Garuva. Quando ouvi senti um nó no peito. Não tenho familiares, nem amigos lá. Mas em janeiro de 2006 fiz um vídeo institucional para o Ministério da Agricultura onde rodamos por quase todo o estado de Santa Catarina. Garuva foi uma das locações da viagem.

Quando o repórter falou o nome da cidade já não me senti tão distante assim. Não era outra realidade. Eu conheci a cidade, vi com meus próprios olhos. Era para mim um lugar real. SInto-me ainda de mãos atadas, queria ajuda-los. Creio ter restado a mim o que está ao meu alcance. A oração. E mesmo assim às vezes eu me esqueço de colocá-los em minhas intenções, o que me faz sentir péssimo.

Recebi um e-mail hoje com o endereço de diversos batalhões dos Bombeiros onde estão recebendo doações para as vítimas da chuvas. É a chance de fazer um gesto concreto. Os batalhões em Niterói na Marquês de Paraná, e o do Humaitá são exemplos.

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~ por Marcelo Rezende em 28/11/2008.

3 Respostas to “Tornou-se real”

  1. A certeza de que oração nunca é pouco deve existir sempre.
    Orar por eles pode fazer as chuvas pararem, o chão secar, as plantas renascerem, a vida voltar.
    Rezar é um ato concreto!

  2. Concordo com a Renata…mas que dá vontade de jogar todo mundo em um barquinho e trazê-los para o chão firme dá…

    Bjos!!

  3. Pois é… embora exista a crença no poder da oração sempre me resta o pensamento de que é pouco, de que não é o suficiente.
    Aí vem o tapa na cara: “homem de pouca fé”.

    =)

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