O tal efeito borboleta…

Acho que foi a primeira vez que sobrou pra mim. Pelo menos que eu me lembre.

Eu ia trabalhar de hoje até domingo, num evento interessante da Sulamérica. O dinheiro seria bom e ajudaria muito nas coisas que eu planejava fazer.

Fiquei alguns dias tentando falar com minha amiga que havia me chamado para esse trabalho e nada de conseguir contato. Ontem a noite, recebo um e-mail dela dizendo que o job havia caído… pelo menos pra mim e para mais um rapaz. Tudo porque querem azucrinar com a vida dela (nem vou entrar em detalhes para não expô-la). Fiquei chateado a beça com a situação. Contar com um trabalho bacana, e esperar por ele, mas na véspera saber que caiu, é pra chatear qualquer um.

O tal do efeito borboleta. Quiseram prejudicá-la e acabou sobrando pra mais gente. Isso me fez refletir um pouco. O que tirar de bom dessa situação? Não estou chateado com ela (e nem devia, é tão “vítima” quanto eu, talvez até mais), e curiosamente, também não estou chateado com quem fez isso com ela. Do que adiantaria ficar? Xingar um mocado, reclamar, gritar. Creio que nada disso me engrandeceria como pessoa.

O tal do efeito borboleta. Será que quando alguém por implicância com outra pessoa faz de tudo para prejudicá-la, tem a noção de que outras pessoas serão afetadas por suas ações? Tipo um cara que quer crescer na empresa e faz de tudo para derrubar quem está na sua frente. Será que esta pessoa pára para pensar que o outro tem família para cuidar? Esposa, filhos, pais idosos… Será que se esta pessoa pensasse nisso antes, faria mesmo assim, o possível para derrubar o colega?

Esta situação me fez parar e pensar nas minhas ações. Tudo que faço, afeta indiretamente pessoas diretamente ligadas as minhas ações. Por menor que seja esta ação.

Desta situação, ponho em prática um ensinamento que ouvi há algum tempo. “A boca que amaldiçoa, é a mesma que abençoa.”  Como não desejo o mal nem mesmo a quem o deseja para mim ou outrem, deixo aqui o que pensei logo após ler o e-mail: Prezados senhores, que pela razão que for azucrinam minha amiga, que Deus os abençoe e os ilumine. E que vocês consigam enxergar em suas ações os efeitos indiretos que elas causam. 

E bola pra frente, não podemos desanimar com a primeira ferida, pois muitas outras virão.

=)

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~ por Marcelo Rezende em 27/11/2008.

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